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SOMOS POBRES PORQUE ACREDITAMOS MAIS NA DISTRIBUIÇÃO DO QUE NA PRODUÇÃO DE RIQUEZAS (RENDA).

SOMOS POBRES PORQUE ACREDITAMOS MAIS NA DISTRIBUIÇÃO DO QUE NA PRODUÇÃO DE RIQUEZAS (RENDA). Somos pobres porque acreditamos mais na distribuição do que na produção de riquezas (Renda)
Somos pobres porque...



A única forma de acumular riquezas é extraindo-as do solo seja na forma de alimentos, produtos agrícolas em geral, argila para fazer tijolos, moer pedras para fazer cimento, calcário, extrair minérios, canalizar a água para fazer energia elétrica, em suma, o uso de recursos naturais. A prestação de serviços e o comércio essencialmente nada produzem ao passo que a indústria apenas transforma os materiais produzidos ou extraídos do solo. Até os combustíveis fósseis (finitos), só existem abaixo do solo...
Analistas menos avisados costumam abordar o valor do PIB agrícola ou do setor primário em geral com tom pejorativo porquanto sua expressão em números, é baixa. Esquecem-se no entanto do imenso efeito multiplicador da renda produzida e do emprego pelo setor primário, estimado em no mínimo em três (3) vezes no caso brasileiro.
Criar riquezas ou distribuir a renda?
Uma daquelas "verdades" que ninguém no Brasil se atreve a negar é que "algo precisa ser feito" para melhorar a distribuição de renda no país. Evidentemente, essa afirmação subentende a intervenção estatal para assegurar que as camadas inferiores da sociedade deixem de ser "exploradas" pelos que se encontram mais acima.


Essa idéia tão difundida revela uma clara falta de entendimento sobre a forma como a riqueza é gerada e distribuída numa sociedade. E que ninguém pense que essa falta de entendimento é fenômeno exclusivamente brasileiro. Há tempos que os defensores da economia de mercado, em todas as partes do mundo, buscam formas de combater essa visão equivocada.
Poucos conseguem fazer isso de forma tão clara quanto Walter E. Williams, professor de economia da Universidade George Mason, em Virgínia, a alguns quilômetros da capital americana. O professor diz que, se formos dar ouvido à sabedoria convencional, vamos pensar que existe uma pilha de dinheiro em algum lugar, e um "distribuidor de dinheiro" que reparte as cédulas entre a população.
"Assim", diz o professor, "muitos pensam que a razão porque alguns têm mais do que os outros é que o distribuidor de dinheiro é um racista e sexista que distribui o dinheiro de forma injusta.
Outros, garantem que alguns são mais ricos porque chegaram primeiro à pilha de dinheiro e pegaram uma quantidade 'injusta', deixando muito pouco para os outros".
Nos dois casos, garante o professor Williams, a conclusão é
clara: "para fazer justiça, é preciso que o governo tire os ganhos escusos de uns poucos e devolva aos que ficaram com pouco dinheiro, ou seja, que o governo redistribua a renda".
Ao contrário do que fazem crer essas visões caricaturais da realidade, porém, Walter E. Williams explica que numa sociedade livre "a única forma de obter renda é agradar e servir ao seu semelhante. Eu corto sua grama, conserto seu telhado, lhe entrego um alimento, um bem qualquer ou ensino economia a seu filho. Você, por seu lado, me dá dinheiro. Podemos pensar no dinheiro como certificados de desempenho".

"Obviamente", observa o professor,"algumas pessoas sabem servir e agradar aos seus semelhantes melhor do que outras seja pela qualidade dos serviços ou dos produtos. Por isso, recebem um número maior de certificados de desempenho (quer dizer, uma renda mais alta)."
Walter Williams cita como exemplo o tenor Luciano Pavarotti.
"Por que a renda de Pavarotti é maior do que a minha?", pergunta o professor. "É por causa de pessoas de bom gosto como você. Você é capaz de pagar 75.00 dólares para ouvir Pavarotti cantar uma ária de La Boheme. Mas quanto estaria disposto a pagar para me ouvir cantar a mesma música?"
"Aqueles que chamam a renda de Pavarotti de injusta e desejam que o governo tome parte dela para dar a outros estão essencialmente
dizendo: eu discordo da decisão de milhões de pessoas que voluntariamente proporcionaram a Pavarotti uma renda alta. Por isso vamos usar o poder de coerção do governo para cancelar essas decisões individuais e redistribuir a renda."
"É como se o governo", continua Williams, dissesse a mim:
"Walter, você não precisa servir com esmero ao seu semelhante para ter direito a uma parte do que ele produz. Em troca de sua lealdade a nós, vamos tirar do que seu semelhante produz e dar a você".
Nas palavras do professor Williams, "a redistribuição de renda é simplesmente a versão legal do que um ladrão faz - tirar a propriedade de uma pessoa para benefício próprio ou de outra. A principal diferença entre os atos do ladrão e dos Governos é a legalidade".
Palavras fortes, sem dúvida, mas cheias de razão e bom senso.
Essas observações de Walter E. Williams foram retiradas da palestra "O Empreendedor Como Herói Americano", que o professor apresentou recentemente num seminário sobre "Empreendedores e o Espírito da América" realizado no Hillsdale College, do estado americano de Michigan.

Não é por nada, não, mas esse texto deveria virar matéria obrigatória em todas as faculdades de economia do Brasil e porque não dizer, do mundo.

(Paulo Leite, de Washington, DC - Publicado em 29/03/2005)


A sociedade exige da agricultura o fornecimento de alimentação farta e barata. Em contrapartida deverá oferecer sua poupança para a produção e o armazenamento das colheitas uma vez que a colheita é na safra e o consumo se dá o ano inteiro. Um excesso na produção deve ser considerado uma "dádiva"de Deus e deve ser guardada para o ano seguinte. Cabe ao governo exercitar esta previdência em nome do povo para que não haja o risco de falta no ano seguinte. É por isto que é indispensável uma política de preços mínimos de garantia justos, automáticos, sem "custos de oportunidade". Não raro excessos de 10% na produção causam 30% de redução nos preços. Isto é muito relevante mas não tão claro na mente das pessoas.
A produção agropecuária não tem "torneirinha de regulagem" ou seja, uma vez lançados os insumos ao solo não dá mais para devolvê-los e recuperar os custos ao contrário do que é possível em uma indústria. Além disto tem os fatores temporais inexoráveis, a melhor época de plantio, dos tratos culturais e a colheita inadiável. Constitui até falta grave (pecado) em muitas religiões, abster-se de colher os frutos recebidos.
Cabe igualmente ao poder público induzir a produção maior ou menor de determinado produto, seja por ações diretas ou seja pela divulgação de estatísticas confiáveis para orientação aos agropecuaristas. Para outros deverá dizer que serão produzidos por conta e risco dos interessados e pronto. O que não se pode é alegar motivos sociais na hora do plantio e depois
alegar fatores de mercado na hora da colheita.

Fonte: TEMO HEINEN.