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SISTEMA SANTA FÉ

Sistema Santa Fé



O Sistema Santa Fé, implantado anualmente, consiste no cultivo consorciado de culturas anuais, graníferas ou forrageiras – milho, sorgo, milheto, arroz de terras altas, com espécies forrageiras, principalmente as braquiárias, em áreas agrícolas, em solos parciais ou devidamente corrigidos. As práticas que compõem o sistema minimizam a competição precoce da forrageira, evitando redução do rendimento das culturas anuais e permitindo, após a colheita destas, uma produção forrageira abundante e de alta qualidade que poderá abrigar parte representativa do rebanho bovino no período seco, inclusive a produção de novilho precoce a pasto. Com esta técnica consegue-se uma produção de forragem na entressafra em áreas hoje ociosas no período da seca. No cerrado são cultivadas, no verão, mais de 10 milhões de hectares com as principais culturas anuais (soja, arroz, feijão, sorgo e milho) e na seca somente cerca de um milhão de hectares são utilizados para cultivo (safrinha ou áreas irrigadas). No Sistema Santa Fé, no verão, produz-se grãos em quantidades equivalentes ao sistema solteiro, já que a técnica preconiza minimizar a competição da braquiária com a cultura anual, seja com uso de subdoses de herbicidas, seja através de prática cultural com o plantio da forrageira em pós emergência da cultura.
O Sistema Santa Fé produz palhada de alta qualidade para o plantio direto. A palhada de braquiária tem atendido a estes dois quesitos, produzindo mais de 15t/ha de matéria seca, quando corretamente manejada, e persistindo mais seis meses na superfície do solo. Além disto, sua palhada reduz a intensidade de ataque de algumas doenças causadas por fungos habitantes do solo na cultura do feijoeiro, a exemplo do mofo branco e podridões radiculares causadas por Rhizoctonia solani e Fusarium solani f. sp. Melhores rendimentos de grãos de feijão e soja em palhada de braquiária também já foram registrados. No plantio do feijão, a maior quantidade de cobertura morta proveniente do Sistema Santa Fé contribuiu para a menor emergência de plantas daninhas na cultura do feijoeiro no inverno.
Ao que tudo indica quebra o ciclo das plantas daninhas, diminuindo a sua incidência. No estabelecimento do Sistema Santa Fé é muito importante dominar a técnica de plantio, que deve ocorrer na safra de verão e em plantio direto, preferencialmente, ou no sistema convencional (arar, gradear). A semeadura é feita de maneira que as sementes da forrageira, misturadas ao adubo, fiquem pouco (três a quatro centímetros) abaixo das sementes da cultura. Existem recomendações específicas de regulagem da plantadeira para profundidade de plantio e espaçamento e entre linhas que variam segundo o consorcio ou tipos de solo. Na hora da colheita, deve-se tomar o cuidado de não realizá-la tardiamente. Isso porque o capim tende a crescer mais rapidamente com o amadurecimento da cultura.
Considera-se ainda a possibilidade do uso de dessecante para dessecar a parte aérea da forrageira e melhorar o rendimento da colheita, quando o consorcio for com a soja.

Fonte: Feijão Irrigado – Tecnologia & Produtividade
(Editores: A. L. Fancelli e D. Dourado)
Revista Campo & Negócios – No. VII