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PLANTAS TOLERANTES Á SECA.

PLANTAS TOLERANTES Á SECA. Plantas tolerantes à seca

Pesquisadores de todo o mundo têm estudado há anos as questões das mudanças climáticas. Recentemente, os cientistas da Monsanto e alguns grandes acadêmicos analisaram os dados, as tendências e as implicações das alterações do clima na agricultura, e concluíram que a seca tem e terá grande impacto no agronegócio. O estresse da seca ocorre quando a quantidade de umidade no solo não satisfaz às necessidades da lavoura. Muitas plantações ao redor do planeta são afetadas pelo estresse hídrico, em alguma medida, todos os anos. As perdas agrícolas podem ser imensas. Mesmo uma falta moderada de água disponível pode reduzir a produção e ameaçar a capacidade dos agricultores de recuperar o investimento.

De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, o uso agrícola da água representa cerca de 70% do consumo total, principalmente por causa da irrigação de lavouras. Os custos de irrigação dependem muito dos preços da energia e do fornecimento de água, e têm aumentado de forma constante. Nesse sentido, o desenvolvimento e a introdução de sementes híbridas que precisam de menos irrigação podem reduzir os custos de produção e a concorrência pelos recursos hídricos.

A linha de desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas da Monsanto está focada na adaptação ao estresse ambiental. A linha inclui lavouras tolerantes a estresse hídrico e genes com a eficiência do nitrogênio. As lavouras resistentes ao estresse hídrico são criadas para fornecer maior estabilidade de rendimento nos anos em que as plantações normalmente sofreriam por condições de seca. Esses produtos eliminarão alguns dos riscos da agricultura, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. A eficiência do uso do nitrogênio pode contribuir potencialmente para uma redução significativa das emissões agrícolas de gases de efeito estufa, ao mesmo tempo em que mantém um alto rendimento de grãos com níveis de nitrogênio mais baixos. Nos Estados Unidos, a Monsanto fez uma parceria com a BASF para pesquisar esse tipo de produto e levá-lo ao mercado mais rapidamente.

Além disso, a Monsanto fez parcerias com diversas organizações para fornecer a agricultores da África o milho tolerante à seca sem o pagamento de royalties. Trata-se do Projeto Milho Hidroeficiente para a África.

A seca é o maior inimigo das lavouras africanas de milho e chega a comprometer 100% das plantações nas temporadas mais críticas, agravando os problemas socioeconômicos da região. Decididos a pesquisar variedades resistentes à rigidez do clima árido, os governos do Quênia, Uganda, Tanzânia e África do Sul uniram esforços e acabam de criar o programa Milho Eficiente para a África (WEMA, na sigla em inglês). A iniciativa público-privada, que já recebeu US$ 47 milhões das fundações Bill & Melinda Gates e Howard G. Buffett, envolve a Monsanto, a Fundação Africana de Tecnologia Agricultural (AATF) e o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT).

O programa pretende levar as vantagens da biotecnologia especialmente aos pequenos produtores dos países envolvidos, contribuindo assim para o desenvolvimento social e o combate à pobreza. Um dos compromissos da Monsanto no WEMA é dispor sua tecnologia sem a cobrança de royalties. Além disso, a companhia vai contribuir com bancos de germoplasma de suas várias unidades; doação de genes de tolerância à seca, já testados e identificados em outros estudos científicos; aplicação de DNAs marcadores na condução das pesquisas, que posteriormente se tornarão de domínio público por meio do CIMMYT; e expertise no desenvolvimento biotecnológico.

O milho é hoje o produto mais cultivado na África. Estima-se que mais de 300 milhões de africanos dependam diretamente dessa fonte alimentar. Os parceiros do WEMA estimam que variedades de milho resistente à seca, se tivessem sido desenvolvidas na última década, poderiam garantir rendimentos até 35% maiores aos produtores, quando comparadas às versões convencionais. Calcula-se que esse percentual, nos países participantes do projeto, equivaleria a cerca de duas toneladas de alimento disponíveis durante os anos mais críticos de seca.

A primeira geração de milho geneticamente modificado tolerante à seca tem sido avaliada em campo, nos Estados Unidos, há cinco anos. O milho transgênico tolerante ao estresse hídrico desenvolvido para as condições africanas deverá chegar ao mercado norte-americano em dez anos.

Fonte: MONSANTO