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INTEGRAÇÃO DA AGROINDUSTRIA É DESENVOLVER AÇÕES CONJUNTAS DE MERCADO.

INTEGRAÇÃO DA AGROINDUSTRIA É DESENVOLVER AÇÕES CONJUNTAS DE MERCADO. Integração da agroindústria é desenvolver ações conjuntas de mercado





Ainda falta à cadeia produtiva campo-indústria a mesma integração que existe, salvo exceções, entre os fornecedores de bens intermediários e as transformadoras de produtos finais de outros setores da economia. Por integração entendemos que seja uma relação mais profunda do que simplesmente a operação de compra e venda. É preciso que as duas pontas se conheçam melhor e planejem as operações produtivas com base em avaliações de mercados desenvolvidas em conjunto.



Algumas ilhas de exceção na agroindústria ilustram melhor alguns caminhos que muitas outras cadeias produtivas podem seguir. Vamos começar lá trás, com o pequeno setor de pêssegos para indústria do Rio Grande do Sul. Há mais de 10 anos, produtores rurais e indústrias tinham que enfrentar a entrada de pêssegos em caldas da Grécia, subsidiados. Mais baratos e de melhor qualidade. Alguma coisa tinha que ser feita para que as duas pontas sobrevivessem.



Foi estabelecido um padrão de qualidade, pelo qual as processadoras remuneravam melhor os frutos que se enquadravam numa escala de valores, entre os quais tamanho e grau brix (teor de açúcar). Planejavam em conjunto a produção com base em avaliações sobre o consumo em várias partes do país, especialmente sobre as preferências dos consumidores. Esse planejamento também proporcionou a diminuição de perdas, a compra de insumos ajustada à produção e à demanda, resultando em corte de custos e, portanto, preços finais melhores. Os varejistas voltaram às compras. Duas a três safras após o início da integração, a febre do pêssego enlatado grego praticamente acabou.



A experiência no Rio Grande do Sul, que já estava acostumado com o relacionamento entre os produtores de uva independentes e as vinícolas, é um pequeno exemplo. Outros, em maior ou menor grau, em níveis diferentes, também existem pelo Brasil, porém não atingem todos os produtores do mesmo setor, tanto os rurais quanto os da indústria. É o caso da cadeia da goiaba, quando se tem indústrias adquirindo frutos de qualidade e outras comprando o refugo daquela safra que o produtor rural não conseguiu vender in natura.



É verdade que ações dessa natureza são mais fáceis de serem conduzidas em setores pequenos, sobretudo sem demanda internacional. Com uma commodity é mais difícil alcançar essa disciplina empresarial moderna, mas ainda assim não é de todo inviável. Bastam os produtores dos dois lados vislumbrarem uma demanda que pode ser acolhida com parte diferenciada daquela produção comoditizada e partirem para um trabalho conjunto.



Alguns cafeicultores independentes já fazem isso com algumas torrefadoras voltadas para um nicho de mercado de qualidade. Na cadeia da carne bovina e suína há uma parcela, pequena é verdade, de carne de alta qualidade produzida especialmente para processadoras de cortes nobres. É possível, sim, chegar a outros setores avantajados.



Como já foi abordado aqui neste espaço, o Brasil vai ter que investir cada vez mais em vender valor agregado. E valor agregado em agronegócio é o processamento da produção rural, como se sabe. E esse é um negócio que já requer um nível de gestão empresarial estratégico.

Fonte: Infomercados