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Ferrugem da Soja

Ferrugem da Soja FERRUGEM DA SOJA


A ferrugem da soja, é uma doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi Sydow, sendo pela primeira vez identificada no continente americano no final do ciclo 2000/2001, no Paraguai e na Costa Oeste do Estado do Paraná. No ciclo 2001/2002, esta doença foi amplamente disseminada em todas as regiões produtoras de soja do Paraguai, embora não tenham sido relatadas perdas significativas, possivelmente devido a forte estiagem ocorrida no período. Já no Brasil, no mesmo ciclo agrícola, a doença foi evidenciada de norte a sul, atingindo os estados do Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os países onde o patógeno P. pachyrhizi causou maior dano foi na Austrália e na Índia, com perdas de 80% e 90%, respectivamente. Nas lavouras dos municípios mais atingidos no Brasil durante o ciclo 2001/2002, foram relatadas perdas de 30% a 70%, com a redução de até 25 dias no ciclo das cultivares infectadas.
Quanto aos sintomas característicos da ferrugem da soja salienta-se:

No lado adaxial da folha, aparecimento de pontos minúsculos de no máximo 1 milímetro de diâmetro de coloração esverdeada a cinza-esverdeada mais escuros que o tecido não infectado da folha;
No lado abaxial da folha, no local correspondente aos pontos minúsculos descritos para o lado adaxial, observa-se minúsculas protuberâncias que progressivamente adquirem coloração castanho-clara a castanho-escura, estruturas estas de frutificação do fungo ou urédias onde estarão contidas as partículas infectantes ou uredosporos.
Os sintomas da ferrugem da soja são facilmente confundidos com os sintomas iniciais de mancha parda causada pelo fungo Septoria glycines, doença que poderá ocorrer tanto no início como no final do ciclo da soja.
A condição ideal de ambiente para o desenvolvimento da ferrugem da soja é o intervalo de temperatura de 16ºC à 24ºC e abundante formação de orvalho, sendo que, nestas condições são necessários apenas 11 a 20 dias para a produção de novas partículas infectantes ou uredosporos. Os uredosporos são disseminados com grande facilidade através do vento para lavouras próximas ou a longas distâncias, bem como, o número significativo de hospedeiros alternativos descritos e a presença de plantas de soja guachas no inverno, terão papel fundamental na disseminação desta enfermidade. Períodos com temperaturas superiores a 30ºC e pouca umidade livre, são condições desfavoráveis ao desenvolvimento da ferrugem da soja.
Os estudos quanto as medidas gerais de controle a serem adotadas no Brasil estão em andamento, sendo dada maior ênfase inicialmente, na identificação de tolerância entre as cultivares atualmente em uso, na identificação de tolerância entre as linhagens que serão futuras cultivares, na identificação de tolerância em possíveis fontes em linhas dos bancos de germoplasma para serem utilizadas pelos programas de melhoramento, sobre a eficiência relativa dos fungicidas e quanto ao número e frequência de aplicações.
Na safra passada, foi possível evidenciar alguns fatos que, uma vez confirmados pelos estudos em andamento, poderão ser apreciados como medidas positivas do ponto de vista de redução de perdas pela ferrugem da soja como, a utilização de cultivares precoces semeadas no início da época de semeadura e a concentração da semeadura em geral, no início da época de semeadura. A vistoria constante das lavouras, principalmente nos municípios em que ainda não foi evidenciada a ferrugem da soja, com a posterior busca de orientações específicas junto aos órgãos de assistência técnica e/ou pesquisa, será de grande importância para a superação de mais um fator limitante para a cultura da soja.


Fonte: Entrevista com Eng. Agr. Marco Antonio Rott de Oliveira, pesquisador coodetec.