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CUSTO 33,5% MAIOR NA SOJA E 38,5% NO MILHO (PR).

Publicada em 11/11/2008 às 16:08:46

CUSTO 33,5% MAIOR NA SOJA E 38,5% NO MILHO (PR).Custo 33,5% maior na soja e 38,5% no milho (PR)





Os gastos para implantação da safra 2008/09 aumentaram mesmo para quem conseguiu crédito em tempo e comprou os insumos até agosto, antes do início do plantio. Conforme os indicadores avaliados pela Expedição Safra, o desembolso desse produtor foi 33,5% maior na soja e 38,5% superior no milho, na comparação com a safra 2007/08. O custo operacional por hectare, de acordo com a Organização das Cooperativas (Ocepar), chegou a R$ 1,1 mil na oleaginosa e a R$ 1,7 mil no cereal.

O desembolso, no entanto, varia muito de produtor para produtor. Paulo Bertolini, de Castro, nos Campos Gerais, que teve elevação dentro das médias apuradas pela Expedição, contou que aplicou R$ 1,9 mil por hectare de soja e R$ 2 mil por hectare de milho. Ele produz grãos rastreados e também alcança preço acima da média. Como não levou em conta os custos no planejamento da safra, reduziu o plantio da oleaginosa em 16% e ampliou o do cereal em 12%.

Quem não conseguiu fazer compra antecipada teve elevação de custo maior, em índices que passam de 50%. Com notas fiscais nas mãos, o produtor André Bubniak Montrucchio, da Lapa, afirma que as despesas da soja – considerando só o desembolso – passaram de R$ 680 para R$ 1.155 por hectare, com elevação de 69% em um ano.

O aumento nas despesas põe os produtores "contra a parede", afirma Montrucchio. Ele considera que as dívidas de anos anteriores reduziram o acesso ao crédito e dificultaram a produção. Mesmo que o produtor endividado invista o mesmo valor que o produtor sem pendências, terá um custo maior, uma vez que pagará à iniciativa privada juros acima do padrão de 6,75%.

O economista da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Pedro Loyola, que participou da Expedição Safra, disse que a elevação dos custos foi maior que a média para boa parte dos produtores já comprometidos com financiamentos antigos. Ele avalia que essa questão vai alongar o problema das dívidas. Com margem reduzida e juros maiores, o produtor entra num círculo vicioso e passa a depender de uma safra com lucros fora do comum para se recuperar.

Essa contradição inflamou os produtores numa das reuniões realizadas pela Expedição Safra no interior do estado. Cerca de 30 agricultores e líderes sindicais da região de Ponta Grossa manifestaram que, mesmo com boa produtividade nesta safra, o campo está longe de deslanchar financeiramente. "O produtor planta de olhos fechados, sem saber como vai se sair", disse o presidente do Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais, João Conrado Schmidt.

Consumo

Os preços dos insumos seguem estáveis, com queda em alguns itens, segundo os distribuidores. O consumo de fertilizantes, item que puxou os custos para cima, deve ser menor que o esperado pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). A entidade previa a distribuição de 26 milhões de toneladas em todo o Brasil de janeiro a dezembro. A nova estimativa é de 24,6 milhões, igual à do ano passado. A preocupação da Anda é com 2009, pela tendência de queda nas vendas. Os preços praticados pelo setor passaram a ser monitorados neste mês pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que têm representantes do setor e dos poderes Executivo e Legislativo.





Chuva diminui ritmo do plantio

As chuvas das últimas semanas impuseram pausas no plantio da safra de verão no Paraná. Para não transformar a lavoura em atoleiro, os produtores precisam interromper o trabalho seguidamente. Mesmo assim, como a tarefa foi adiantada, a semeadura segue em dia, dentro do prazo agroclimático. O plantio de milho e soja ainda pode durar um mês.

O plantio de milho atinge nesta semana 95% das lavouras e o de soja 60%, avalia o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). "Não se avança mais tão rápido porque chove muito. Não em todo o estado, mas o suficiente para molhar demais parte das lavouras", afirma Otmar Hübner, do Deral.

A situação se inverteu em relação ao ano passado, quando o plantio foi iniciado tardiamente e se adiantou no final de outubro, observa. Desta vez, quem saiu na frente não foi muito longe e deve terminar o cultivo no prazo normal.(JR)


Fonte: GAZETA DO POVO