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BRINDADOS POR OTIMA SAFRA, PAÍSES VÊEM AGRICULTURA PUXAR CRESCIMENTO ECONÔMICO.

Publicada em 24/03/2011 às 11:49:11

BRINDADOS POR OTIMA SAFRA, PAÍSES VÊEM AGRICULTURA PUXAR CRESCIMENTO ECONÔMICO.Brindados por ótima safra, países veem agricultura puxar crescimento econômico, mas traz importantes desafios logísticos.


As exportações de produtos agrícolas foram a base do crescimento do Mercosul em 2010. Brindados por uma das melhores safras de todos os tempos, os países do bloco, como já havia acontecido com o Brasil, viram se consolidar a estrela em vendas regionais: a soja. Usado em praticamente toda a cadeia alimentar atualmente, o grão fez o Paraguai despontasse como o grande líder no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado: +9,7%, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal).

A economia do país vizinho é altamente dependente da produção de soja, tanto que qualquer variação de safra é determinante para o crescimento do PIB. “A safra de 2008/2009 foi muito ruim", José Arroyo, economista da Cepal no Paraguai. "Houve uma seca muito grande, que levou a uma retração no PIB do país em 2009 de 3,8%.”

Já a safra 2009/2010 foi uma das melhores da história. Segundo Arroyo, a agricultura é responsável por mover 20% de toda a economia do país. A Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco) diz que as exportações alcançaram 12,7 milhões de toneladas de soja, milho, trigo, canola, gergelim, arroz e girassol até novembro do ano passado, crescimento de 71% sobre igual período de 2009. A produção de soja respondeu por quase 60% do total, ou 7,3 milhões de toneladas, e dobrou de tamanho.

Se no Paraguai, a soja é o rei dos produtos agrícolas, os brasileiros são donos do cetro dessa indústria. O maior produtor do país é o catarinense Tranquilo Favero, que comprou suas primeiras terras no Paraguai há 45 anos.

No Uruguai, a força da agricultura fez ressurgir alguns itens que andavam esquecidos. “Talvez o mais evidente seja a produção de celulose, mas existem outros fenômenos que são muito interessantes”, diz o economista Ramón Pampín, da PricewaterhouseCoopers (PwC) em Montevideo, capital do Uruguai. O país deu um salto na produção de celulose depois da instalação de uma fábrica da Botnia, às margens do Rio da Prata. Outra unidade, dessa vez em parceria com Arauco e Stora Enso, deve sair do papel em breve.

Entre os fenômenos citados por Pampin estão soja, trigo e madeira. “Há dez anos, o Uruguai praticamente não produzia soja, e em breve poderemos chegar aos milhões de hectares. Também há alguns anos não gerava saldos exportadores de trigo, e hoje o trigo é item importante de exportação. A potência florestal não vem somente da celulose, mas também da venda de madeira.”

Crescimento traz desafios logísticos

Aliado ao desenvolvimento das exportações dos vizinhos, esse crescimento traz um grande desafio para a logística e infraestrutura do país. Os portos, como o maior, em Montevidéu, estão investindo pesado para dar conta do aumento no transporte de carga. Em apenas cinco projetos estão sendo gastos o equivalente a R$ 330 milhões em dois anos.

Os ganhos agrícolas vieram acompanhados dos da pecuária. Dos três vizinhos do Mercosul, o que tem maior fatia de vendas pecuárias é o Uruguai. Das exportações uruguaias de 2010, que a Cepal calcula em R$ 17 bilhões, 12,7% ficam com a soja, produto principal. Em seguida vem a carne bovina, com 12,1%, arroz (5,8%), trigo (4,7%) e madeira em estado bruto (3,6%). Na carne e no arroz, empresas brasileiras estão fazendo a diferença no país vizinho: Marfrig e Camil são grandes produtores, afirma o especialista da PwC. Federico Muttoni, gerente da Advice Consultoria, diz que o Brasil responde por 30% da produção de carne uruguaia.

O Brasil também foi o principal destino das exportações do Uruguai entre janeiro e outubro de 2010, com 20% do total, diz o banco central daquele país. Nas importações, é o segundo colocado, com 21,1%, perdendo para a Argentina, com 23,6%.

Na Argentina, a Cepal classificou como notável a alta nas vendas agropecuárias, de 44% no primeiro semestre de 2010 (segundo últimos dados disponíveis), com relação ao mesmo período de 2009. A colheita de grãos, composta basicamente por cereais e oleaginosas, mostrou intensa recuperação e rondou as 93 milhões de toneladas, cifra que superou em mais de 50% a do período anterior para uma área semeada similar.

A produção de soja, que cresceu 70%, representou mais da metade da colheita total. Também aumentou bastante a colheita de milho, que registrou máxima histórica de 23 milhões de toneladas.
Ainda no primeiro semestre de 2010, o Brasil foi o principal parceiro comercial da Argentina, tanto em exportações, quanto em importações. Segundo o Ministério de Relações Exteriores e Comércio Internacional da Argentina, o Brasil respondeu por 21% das vendas externas do vizinho, e por 32% das importações. Em segundo lugar vem a China, com 9% e 12%, respectivamente.


Fonte: IG Economia.